O problema das zonas
A bateria decide que trabalho você pode aceitar
Os aplicativos de entrega por zona pagam de forma diferente em cada parte da cidade. As zonas que pagam melhor raramente são aquelas em que os entregadores conseguem morar.
Se o seu veículo carrega em casa, essa distância custa duas vezes. Uma na ida, outra na volta — e nenhuma dessas milhas é paga. Vá até uma zona a 30 milhas com uma bateria de 60 milhas e você chega sem nada para trabalhar.
Um veículo que carrega na infraestrutura pública não precisa voltar para casa para reabastecer. A ida é paga uma única vez. Tudo depois disso é o seu turno, não a sua bateria.
Os números abaixo são modelados a partir de dados de autonomia e recarga, não observados em clientes. Estamos em pré-produção.
- 0 mi
- Milhas de entrega que sobram em uma bateria de 60 milhas carregada em casa, para uma zona a 30 milhas
- ~60 mi
- O que o E1 faz no mesmo turno de 8 horas, estimado, com as paradas de recarga incluídas
- 14 min
- Para adicionar cerca de 28 milhas estimadas em um poste público de 32 A
Como funcionam os aplicativos por zona
Os aplicativos de entrega por zona dividem a região metropolitana em zonas geográficas. O entregador escolhe uma, ou recebe uma. As zonas diferem na densidade de pedidos e no que cada pedido paga. As zonas que pagam melhor costumam ser os distritos comerciais densos e os bairros de renda mais alta.
Os entregadores geralmente não moram nesses bairros. Moram onde o aluguel cabe no bolso, o que costuma ser mais longe e em uma zona que paga menos.
Existe, portanto, uma distância entre onde o entregador dorme e onde está o dinheiro. Vencer essa distância custa autonomia.
A coleira
Um veículo de entrega convencional, de lítio, carrega em um único lugar: em casa. Esse único fato ancora o dia inteiro.
Se o veículo tem 60 milhas de autonomia, o entregador não pode simplesmente rodar 60 milhas. Ele precisa guardar carga suficiente para voltar. Cada milha rodada para longe do carregador é uma milha que terá de ser rodada de volta, e nenhuma das duas é paga.
A consequência não é que o entregador consegue chegar a uma zona a 30 milhas. É que chegar a uma zona a 30 milhas consome a bateria inteira e não deixa nada para trabalhar.
Milhas de entrega pagas ainda disponíveis depois do deslocamento, em uma bateria convencional de 60 milhas:
| A zona boa fica a esta distância de casa | Deslocamento ida e volta | Milhas de entrega restantes | Horas de trabalho que isso sustenta |
|---|---|---|---|
| Zona de casa | 0 mi | 60 mi | ~6,0 h |
| 5 mi | 10 mi | 50 mi | ~5,0 h |
| 10 mi | 20 mi | 40 mi | ~4,0 h |
| 15 mi | 30 mi | 30 mi | ~3,0 h |
| 20 mi | 40 mi | 20 mi | ~2,0 h |
| 25 mi | 50 mi | 10 mi | ~1,0 h |
| 30 mi | 60 mi | 0 mi | nenhuma |
Quanto melhor a zona, mais curto o turno.
Um entregador que quer trabalhar uma zona a 20 milhas consegue trabalhar duas horas lá. Não porque o turno dele tem duas horas, mas porque a bateria tem. Estão pedindo que ele escolha entre um dia longo em uma zona ruim e um dia curto em uma zona boa.
A armadilha do meio do turno
Fica pior durante o turno, não só no começo.
Uma entrega termina onde o cliente mora, não onde o entregador começou. Termine um pedido que te deixa oito milhas fora da sua zona e o aplicativo oferece uma escolha: mudar para a zona em que você está agora, ou voltar para onde começou.
Para um entregador convencional, as duas opções perdem dinheiro:
- Mudar de zona. Agora você está mais longe do seu carregador. A autonomia que sobra precisa cobrir uma volta mais longa, então a autonomia que você pode gastar ganhando encolhe de novo. E o próximo pedido pode te empurrar ainda mais longe.
- Voltar. Oito milhas a cerca de 20 mph no trânsito são uns 24 minutos de deslocamento sem pedido nenhum — cerca de US$ 7 de tempo não pago a uma base suposta de US$ 18 por hora, mais tudo o que a zona melhor teria pago nesses minutos.
Não existe boa resposta. O entregador está escolhendo qual perda aceitar, e faz essa escolha várias vezes por turno.
O que muda
O veículo recarrega em estações públicas de Nível 2 em vez de em casa. Essa única mudança remove a âncora.
O entregador não precisa mais reservar autonomia para a volta, porque o próximo carregador está onde ele terminar, não onde ele começou. O deslocamento até uma zona melhor vira um custo de ida, pago uma única vez, em vez de um custo de ida e volta descontado de todo turno.
Repare no que este argumento não pressupõe. O pacote do E1 é o menor dos dois: 40 milhas estimadas contra as 60 que esta página credita ao veículo convencional. Não é uma bateria maior. É uma bateria que nunca precisa guardar metade de si mesma na reserva.
Milhas de entrega em um turno de 8 horas, mesmas zonas, os dois veículos. A coluna do E1 já tem as paradas de recarga de 14 minutos descontadas — elas estão dentro do número, não em um asterisco ao lado.
| A zona boa fica a esta distância de casa | Convencional, 60 mi, carrega em casa | E1, estimado, carrega na rua |
|---|---|---|
| Zona de casa | 60 mi | ~74 mi |
| 10 mi | 40 mi | ~69 mi |
| 15 mi | 30 mi | ~67 mi |
| 20 mi | 20 mi | ~65 mi |
| 25 mi | 10 mi | ~62 mi |
| 30 mi | 0 mi | ~60 mi |
Na zona de casa os dois ficam próximos — 60 milhas contra 74 estimadas. Essa é a comparação justa, e não estamos fingindo que é uma goleada. A diferença se abre conforme a zona fica mais longe, que é exatamente onde o entregador decide como vai ser o dia.
Na zona a 30 milhas, o entregador convencional tem zero milha de entrega: a ida e volta é a bateria inteira. O E1 chega com cerca de 10 milhas ainda disponíveis, e acrescenta cerca de 28 estimadas a cada parada de 14 minutos — então roda por volta de 60 milhas de entrega ao longo do turno.
A restrição deixa de ser a bateria e passa a ser a jornada de trabalho — que é aquilo pelo que o entregador é de fato pago. Uma parte maior do seu turno fica disponível para ganhar.
E a proposta do meio do turno deixa de ser uma armadilha. Pegue a zona melhor. Carregue lá.
Mova o controle
Milhas de entrega em um turno de 8 horas para uma dada distância de zona. Observe a barra do convencional quando você passar de 30 milhas.
Milhas de entrega em um turno de 8 horas. Os números do E1 são estimados — calculados a partir da capacidade do pacote e da potência do carregador, não medidos em um veículo de série. A bateria convencional de 60 milhas é uma premissa de comparação declarada, e é o maior dos dois pacotes.
A parte que é realmente sorte
Distritos comerciais densos e bairros de renda mais alta — as zonas que pagam melhor — são também onde a recarga pública de Nível 2 está mais implantada. O veículo funciona melhor exatamente nos lugares em que um entregador mais quer estar, e esses carregadores estão em grande parte ociosos porque os donos de carros elétricos migraram para a recarga rápida em corrente contínua.
O que assumimos
Toda a conta acima se apoia nestes números. Eles estão na página, e não em uma nota de rodapé, para que você possa conferir.
- Autonomia do veículo convencional
- 60 milhas (premissa de comparação declarada)
- Nossa autonomia estimada
- 40 milhas (estimativa de projeto, não medida)
- Milhas estimadas adicionadas por recarga
- 28 milhas, 10–80%
- Tempo de recarga
- ~14 minutos em uma estação pública de 32 A
- Ritmo de trabalho
- 10 milhas de entrega por hora de trabalho ativo
- Velocidade de deslocamento
- 20 mph em média no trânsito urbano
- Duração do turno
- 8 horas
- Taxa de ganho usada
- US$ 18 por hora, bruto
Os números de autonomia e recarga são estimativas de engenharia, calculadas a partir da capacidade do pacote e da potência do carregador — o mesmo modelo por trás da calculadora de recarga e da ficha técnica. Eles não foram medidos em um veículo de série. O número de 60 milhas do veículo convencional é uma premissa de comparação, não a medição do produto de nenhum concorrente. Ritmo de trabalho e ganhos variam muito conforme a cidade, o aplicativo e o entregador.
Limites honestos
Um entregador que lê isto já conhece essas objeções. Respondê-las é o que torna o resto crível.
- Uma parada de recarga ainda são 14 minutos.É curta o bastante para caber entre pedidos, e os números de turno acima já têm as paradas dentro deles — mas não é zero.
- O nosso pacote é o menor.40 milhas estimadas contra as 60 que esta página credita ao veículo convencional. Se você só pudesse carregar em casa, essa comparação iria para o outro lado.
- Isto depende de haver carregadores públicos onde você trabalha.A cobertura é boa nas zonas densas e mais rala nas bordas. Consulte o mapa da sua região antes de comprar.
- Reposicionar ainda leva tempo.Um ciclomotor é limitado em velocidade, então percorrer 25 milhas até uma zona melhor leva cerca de uma hora de estrada. É um custo único, e não uma ida e volta diária, mas não é de graça.
- Você ainda precisa voltar para casa.A diferença é que você não guarda mais autonomia em reserva o dia inteiro para garantir isso — você completa a carga antes de voltar.
O que não estamos afirmando
Nada aqui é promessa de ganhos. O que a conta mostra são milhas e horas de trabalho disponibilizadas; quanto essas horas pagam depende da sua cidade, do seu aplicativo e do seu dia, e não é algo que possamos prometer. Nenhuma plataforma de entrega endossa, tem parceria com, ou avaliou este veículo.
Como funciona a recarga pública de Nível 2Especificações completasEntrar na lista de espera